Grupo é investigado por movimentar toneladas de cocaína por mês; farmacêutica que trabalha no Hospital Irmã Dulce está entre os presos
Subiu para dez o número de pessoas presas nesta quarta-feira (7) durante a Operação Leakage, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia contra um grupo investigado por transportar, armazenar e distribuir grandes quantidades de drogas no estado.
A décima prisão ocorreu em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. Um homem foi encontrado em um galpão onde os policiais localizaram aproximadamente uma tonelada de entorpecentes, entre maconha, crack e cocaína. Ele foi preso em flagrante. A quantidade exata de cada substância ainda será determinada após contabilização e perícia.
A operação cumpriu 37 mandados de busca e apreensão. As diligências ocorreram em Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari e Feira de Santana, além de Cascavel, no Paraná. Cerca de 130 policiais participaram da ação.
Segundo a Polícia Civil, as investigações apontam para uma estrutura montada para receber, armazenar e distribuir grandes carregamentos de cocaína. Os entorpecentes seriam adquiridos no Paraguai, transportados para o Paraná e, posteriormente, enviados para Salvador e municípios do interior baiano. A apuração indica que o grupo movimentava toneladas de cocaína mensalmente e abastecia diferentes organizações criminosas.
Para dificultar o rastreamento, os investigados utilizariam dezenas de imóveis, galpões e veículos alugados temporariamente. Durante as buscas, também foram encontrados drogas sintéticas, armas, balanças de precisão, máquina de contar dinheiro, celulares e outros equipamentos eletrônicos.
Farmacêutica está entre os presos
Entre os alvos está a farmacêutica Malena Santos de Moura, que trabalha na farmácia do Hospital Irmã Dulce, em Salvador. Segundo informações apuradas pela TV Bahia e repercutidas por outros veículos, ela foi presa quando chegava ao local de trabalho e é investigada por supostamente guardar e comercializar drogas.
Em nota, as Obras Sociais Irmã Dulce (OSID) informaram que não tinham conhecimento dos fatos investigados e afirmaram estar à disposição das autoridades para colaborar com as apurações.
A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 25 milhões em bens relacionados aos investigados e atingiu 11 veículos apontados como vinculados à estrutura investigada.
A Polícia Civil apura ainda possíveis ramificações do grupo e indícios de envolvimento de integrantes com o comércio ilegal de armas de fogo. A Operação Leakage é conduzida pelo Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), por meio da 3ª Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes.
As investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes e individualizar a participação dos suspeitos.




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