Três irmãos e um primo, com idades entre 3 e 9 anos, morreram em Paramirim; menino de 11 anos conseguiu nadar até a margem
Novos detalhes ajudam a esclarecer como aconteceu o afogamento que matou quatro crianças da mesma família em Paramirim, no sudoeste da Bahia. Os meninos brincavam em um cocho usado para alimentar animais e utilizavam uma pá como remo quando o recipiente se afastou da margem e começou a afundar.
A tragédia aconteceu no domingo (30), na comunidade de Salina Branca, na zona rural do município. Cinco crianças estavam no recipiente improvisado como embarcação. Com a movimentação e o peso do grupo, o cocho perdeu estabilidade no meio do açude e afundou.
As vítimas foram identificadas como os irmãos Jeferson Davi da Silva Oliveira, de 9 anos, Jacson Diego Silva Oliveira, de 6, e José Diogo da Silva Oliveira, de 3, além do primo Lorenzo Almeida Cardoso, de 8 anos.
Um quinto menino, de 11 anos, irmão mais velho das três primeiras vítimas, conseguiu sair do recipiente e nadar até a margem. Segundo as informações divulgadas após o acidente, as outras quatro crianças não sabiam nadar.
Dois adultos da família tentaram socorrer as crianças. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Corpo de Bombeiros e Polícia Militar também foram mobilizadas. Os quatro meninos, no entanto, não resistiram.
O trabalho de localização dos corpos mobilizou mergulhadores do 7º Batalhão de Bombeiros Militar, de Vitória da Conquista. A operação foi dificultada pela profundidade do açude, estimada em cerca de cinco metros, pela baixa visibilidade da água e pela presença de galhos submersos. O último corpo foi retirado por volta de 1h30 de segunda-feira (31).
As quatro crianças estudavam na Escola Municipal Dalila Meira. Por causa da tragédia, a Prefeitura de Paramirim suspendeu as aulas da rede pública municipal na segunda-feira. O município também decretou luto oficial.
Com informações do G1




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