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Após 8 anos, acusada de envenenar mãe e duas filhas vai a júri nesta quarta (7)

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Elisângela Almeida, acusada do triplo homicídio, será julgada em Salvador

Oito anos após a morte de uma mãe e das duas filhas por envenenamento, o crime que ficou conhecido como “Caso Maragogipe” chega ao Tribunal do Júri nesta quarta-feira, 7, em Salvador. Elisângela Almeida Oliveira, acusada do triplo homicídio, será julgada a partir das 8h, no Fórum Ruy Barbosa.

Ao portal A TARDE, o advogado que atua como assistente de acusação e representa Jeferson Brandão, pai das duas crianças e ex-companheiro de Adriane Ribeiro Santos, explicou que o processo passou por quatro audiências até a decisão que levou Elisângela ao júri popular.

“Amanhã, ela vai passar pelo julgamento perante sete jurados, que representam a sociedade e vão decidir se ela será absolvida ou condenada pelos crimes que foram imputados a ela. O Conselho de Sentença será formado por sete jurados, que decidirão sobre a condenação ou absolvição da ré”, afirmou Bruno Torres.

A assistência de acusação espera que ela seja condenada. “Caso os jurados reconheçam a responsabilidade da acusada pelos crimes, caberá ao juiz presidente do Tribunal do Júri definir a pena. Durante a fase de instrução foram reunidos elementos que levaram a Justiça a pronunciar a ré, decisão que determinou que o caso fosse analisado pelo Tribunal do Júri”.

Atualmente, Elisângela cumpre prisão domiciliar. A medida foi concedida pela Justiça em abril de 2024, depois que a defesa alegou que ela precisava de tratamento médico que não poderia ser realizado no sistema prisional. A decisão estabeleceu o uso de tornozeleira eletrônica e restringiu as saídas a atendimentos médicos previamente autorizados.

Relembre o Caso Maragogipe

As vítimas foram identificadas como:

  • Adriane Ribeiro Santos, de 23 anos
  • Greisse Santos da Conceição, de 5 anos
  • Rute Santos da Conceição, de 2 anos

Elas morreram em um intervalo de aproximadamente 15 dias, entre julho e agosto de 2018, após serem envenenadas com um inseticida de uso agrícola.

Elisângela era amiga da família e frequentava a casa das vítimas. De acordo com a investigação da Polícia Civil, ela teria desenvolvido interesse por Jeferson Brandão, então companheiro de Adriane e pai das duas meninas.

Ainda conforme o inquérito, a situação teria provocado um desentendimento entre as duas mulheres. A investigação apontou que esse seria o motivo que levou Elisângela a envenenar a família.

Acusada confessou envenenamento

Durante as investigações, a acusada chegou a confessar o envenenamento em depoimento à Polícia Civil. Posteriormente, porém, ela negou participação nas mortes e chegou a levantar suspeitas sobre Jeferson.

A possibilidade de envolvimento do pai das crianças foi descartada pelos investigadores após a análise dos depoimentos e dos demais elementos reunidos durante o inquérito.

O marido de Elisângela, Valci Boaventura Soares, também chegou a responder pelo caso. Ele foi preso inicialmente sob suspeita de coagir testemunhas e destruir provas, mas posteriormente foi colocado em liberdade por falta de elementos suficientes para mantê-lo preso.

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