Mais de 7,5 mil ocorrências foram notificadas até o início de agosto; 181 municípios baianos apresentam registros da doença
A Bahia registrou aumento expressivo no número de casos prováveis de chikungunya em 2026. Até 3 de agosto, mais de 7,5 mil ocorrências haviam sido notificadas no estado, crescimento de quase 287% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados menos de 2 mil casos.
Entre as arboviroses acompanhadas pelas autoridades de saúde, a chikungunya apresenta o maior crescimento percentual no estado neste ano. Ao todo, 181 municípios baianos registraram casos prováveis da doença, e um óbito relacionado à infecção foi confirmado.
Alagoinhas concentra o maior número de notificações, com mais de 2,2 mil casos prováveis. Na sequência aparecem Muritiba, com aproximadamente 780 registros, e Rio Real, com mais de 720.
A chikungunya é uma doença viral transmitida principalmente pela picada da fêmea infectada do mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue e da zika. Entre os sintomas mais frequentes estão febre, dores intensas nas articulações, dor muscular, dor de cabeça e manchas avermelhadas na pele.
Uma das características da doença é a possibilidade de persistência das dores articulares após a fase aguda. Em alguns pacientes, o desconforto pode permanecer por meses e, em determinadas situações, evoluir para um quadro crônico.
Diante do aumento das notificações, a principal orientação para prevenção continua sendo o combate aos criadouros do Aedes aegypti. Reservatórios de água devem permanecer tampados, e recipientes capazes de acumular água, como pneus, garrafas, vasos e materiais descartados em áreas abertas, precisam ser eliminados ou mantidos adequadamente.
Pessoas que apresentarem sintomas compatíveis com chikungunya devem procurar uma unidade de saúde para avaliação e orientação. A automedicação deve ser evitada, especialmente porque os sintomas iniciais podem ser semelhantes aos de outras arboviroses.




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