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Fé e superação inspiram mulheres na luta contra o câncer de mama

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A trajetória de Ariane, moradora de Ubatã, emociona e reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce

Ariane Santos, 43 anos, moradora de Ubatã, viveu nos últimos dois anos uma batalha silenciosa, mas decidida, contra o câncer de mama. Mesmo diante da incerteza e do medo, ela não interrompeu suas atividades diárias. Sua trajetória inspira, alerta e reafirma o valor de insistir no cuidado com o corpo e com a vida.

Ariane, 43, foi curada do câncer de mama após tratamento. Foto – Arquivo pessoal

Na Bahia, estima-se que 4.230 novos casos de câncer de mama serão diagnosticados em 2025. Até setembro, já foram registradas 912 mortes por essa causa no estado, segundo dados da Secretaria de Saúde. Os números mostram que o câncer de mama segue entre as maiores preocupações da saúde pública regional.

A jornada de Ariane: fé, insistência e cura

“Eu descobri o câncer… não foi no Outubro Rosa, mas logo depois de completar 40 anos”.

A fala de Ariane revela uma intuição que não se acomodou com o resultado negativo de exames iniciais. Mesmo diante de mamografias aparentemente normais, ela insistiu. Foi em uma ultrassonografia avançada que um pequeno nódulo foi detectado, ainda que sutil, e levado para investigação. O diagnóstico apontou características malignas: biópsia confirmadora, cirurgia e tratamento intensivo se seguiram.

Em pouco mais de um mês, Ariane passou por cirurgia para remoção de um nódulo de 1,7 cm e precisou fazer esvaziamento axilar diante de comprometimento de cinco linfonódulos. As etapas que se seguiram: quimioterapia, adaptação emocional, perda de cabelo, ajustes na autoestima, foram enfrentadas com fé e determinação.

“Havia momentos de fraqueza, mas eu me recusei a desistir. A prevenção me salvou”, lembra Ariane.

Hoje, com o olhar mais leve e o coração grato, ela reconhece:

“Eu me sinto privilegiada, e com uma missão, porque muitos não conseguiram. Perdi amigas e irmãs no processo. Mas sei que Deus tem propósito ainda pra mim e através de mim”.

Ao longo do tratamento, Ariane manteve leveza: óculos grandes, lenços coloridos e uma fé que se recusava a desaparecer. Viagens, momentos de lazer e o apoio da família foram parte essencial da cura.

Prevenção: atitudes que podem alterar destinos

A experiência de Ariane fortalece o argumento de que a prevenção é uma arma poderosa. No Outubro Rosa, ao lado das campanhas, ações e mutirões, cada mulher pode adotar medidas que realmente salvam vidas:

Fazer mamografia periódica, conforme faixa etária e histórico familiar; Realizar o autoexame das mamas mensalmente; Buscar atendimento médico imediato diante de qualquer sinal suspeito; Manter hábitos saudáveis, alimentação equilibrada, atividade física e controle do estresse; Incentivar outras mulheres a não adiar exames.

Saiba como fazer o auto-exame:

Imagem criada por IA
  1. Em frente ao espelho com os braços ao lado do corpo, observe diferenças de contorno, depressões ou saliências.
  2. Levante os braços e observe novamente para verificar se há alterações.
  3. Deitada, apoie um braço sob a cabeça; com os dedos da outra mão palpe toda a mama, desde o tórax até a axila.
  4. Use pressão leve, média e firme para sentir camadas superficiais e profundas.
  5. Verifique os mamilos: se houver secreção, inversão, sangue ou dor, procure assistência médica.
  6. Repita o procedimento na outra mama para comparar sensações.

A história de Ariane mostra que, por trás de estatísticas frias, existem vidas cheias de fé, coragem e superação. 

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