Aos 22 anos, o professor de Inglês, Vitor Emanoel, embarcou para a Tailândia nesta terça (22) para viver um ano de missão voluntária.
Natural de Itabuna, no sul da Bahia, o jovem Vitor Emanoel Bispo de Souza, de 22 anos, tomou uma decisão que exige coragem e fé: deixou a profissão de professor de inglês para servir como missionário voluntário na Tailândia. Ele embarcou nesta terça-feira, 22, e ficará aproximadamente um ano em missão, dedicando-se ao ensino, ao discipulado e à evangelização.

Durante dois anos, Vitor lecionou no Colégio Adventista de Itabuna. Ali, descobriu que o ensino da língua inglesa poderia ir além da gramática e da conversação. “A alegria das crianças, o retorno dos pais… vi que o inglês era uma ferramenta para levar o amor de Cristo. Isso despertou em mim o desejo de ir além das fronteiras”, conta.
Mesmo com possibilidades de seguir carreira no exterior, Vitor escolheu um caminho mais desafiador e mais espiritual. “A maioria me desencorajou. Muitos acham que a vida é só estudar, trabalhar e cuidar da própria família. Mas servir a Deus é mais do que frequentar uma igreja. Às vezes, é preciso largar tudo e obedecer ao chamado”.
Essa será a primeira missão internacional do jovem itabunense, que já havia servido como voluntário local em projetos sociais e evangelísticos. Para chegar à Tailândia, ele estudou mais o inglês, deu os primeiros passos no tailandês e buscou entender a cultura do país asiático. “Mas, acima de tudo, busquei a orientação de Deus. Fiz dEle o meu guia”, completou.
Segundo o pastor Jeiglion Pereira, líder do Serviço Voluntário Adventista no sul da Bahia, decisões como a de Vitor revelam o alto nível de desprendimento dos jovens que atendem ao chamado missionário. “É preciso coragem para deixar amigos, família, estabilidade e até relacionamentos afetivos para trás. Esse tipo de entrega só acontece quando existe preparo espiritual.
A permanência de Vitor na Tailândia será de, aproximadamente, um ano. Ele sabe que enfrentará desafios culturais, emocionais e espirituais. “Tenho medo. Medo de não ser aceito, de não conseguirem ver Cristo em mim. Mas acredito que, se Deus me enviou, Ele também me sustentará.”
Para Vitor, a experiência representa uma oportunidade única de amadurecimento. “Espero aprender que o mundo não é o que queremos que ele seja, mas o que Deus deseja que ele seja para nós. A missão transforma a gente por dentro”, finalizou.





Os comentários estão fechados, mas trackbacks E pingbacks estão abertos.