A prefeita de Ibicaraí (BA), Monalisa Tavares (União Brasil), teve o mandato interrompido na noite desta quarta-feira, 16, após decisão da Câmara Municipal que acatou a condenação da gestora por improbidade administrativa, confirmada em segunda instância com trânsito em julgado .
A sessão extraordinária, presidida pelo vereador Chico do Doce (PSDB), teve votação unânime em favor do afastamento, seguindo ofício do Ministério Público Federal. O MPF comunicou à Casa Legislativa que Monalisa teve seus direitos políticos suspensos por quatro anos e foi proibida de contratar com o Poder Público ou receber incentivos fiscais ou creditícios por três anos .
O motivo central da condenação são fraudes em licitação e favorecimento indevido à empresa “MIF dos Santos de Ibicaraí” no exercício de seu mandato anterior. Segundo a sentença, havia simulação de processos licitatórios, falsificação de documentos e pagamentos irregulares, configurando dolo e má-fé.
Defesa e trâmite jurídico
Na sexta-feira, 11 de julho de 2025, Monalisa foi oficialmente notificada pela Câmara e recebeu prazo de oito dias para apresentar defesa, o que, segundo o Legislativo, não ocorreu . Em paralelo, a prefeita recorreu ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF‑1) buscando a suspensão dos efeitos da condenação, visando permanecer no cargo até o julgamento final .
No entanto, a tentativa de impedir a sessão de afastamento por meio de mandado de segurança no Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) foi rejeitada .
Novo comando municipal
Com a definição do Legislativo, o vice‑prefeito Jonathas Soares (Republicanos) assumirá a prefeitura interinamente a partir desta quinta-feira, 17. A posse está prevista para acontecer ainda pela manhã.
Soares ocupará o cargo até que a justiça decida sobre o recurso de Monalisa. Como a prefeita está inelegível, seu afastamento é automático em caso de condenação com trânsito em julgado.





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