Prefeito Augusto Castro emite nota de repúdio; processo de desligamento foi iniciado imediatamente após o caso viralizar
Um servidor público da Prefeitura de Itabuna foi flagrado agredindo brutalmente uma mulher em plena via pública, na manhã desta segunda-feira (21), no bairro Urbis IV. As imagens do ataque, registradas por câmeras de segurança, rapidamente se espalharam pelas redes sociais e provocaram forte comoção entre os moradores da cidade.
O agressor foi identificado como José Eduardo de Souza Filho, assistente administrativo da Secretaria Municipal de Saúde desde 2021. Diante da repercussão e da gravidade do caso, a Prefeitura anunciou, por meio de nota oficial, o afastamento imediato do servidor e o início do processo de desligamento.
A nota, assinada pelo prefeito Augusto Castro, classificou o episódio como “inaceitável” e reafirmou que a gestão municipal não compactua com nenhum tipo de violência, especialmente contra a mulher.
“A Prefeitura de Itabuna manifesta total repúdio e indignação diante dos atos de violência cometidos contra uma mulher envolvendo o servidor […]. Foram adotadas de imediato todas as medidas cabíveis”, destacou o comunicado.
A primeira-dama, Andrea Castro, também se solidarizou com a vítima e repudiou publicamente a agressão.
Violência de gênero na região ainda é subnotificada

Gráfico comparativo entre os casos registrados e as denúncias formalizadas de violência contra a mulher em seis cidades do sul da Bahia, com destaque para Itabuna. Ele evidencia a grande disparidade entre os episódios de violência ocorridos e os que efetivamente chegam às autoridades.
O caso evidencia um problema recorrente no sul da Bahia. Em 2024, Itabuna registrou 714 casos de violência contra a mulher, segundo levantamento regional, mas apenas 101 denúncias foram formalizadas. A discrepância entre os números reforça a dificuldade das vítimas em buscar ajuda ou denunciar os agressores.
No total, seis cidades do sul baiano somaram quase 3 mil ocorrências no mesmo período, com menos de 15% convertidas em denúncias oficiais. De janeiro a abril de 2025, mais de 470 novos casos já foram identificados na região.
Desdobramento e expectativa
Enquanto a Prefeitura garante o desligamento do servidor, o caso segue sob investigação. A vítima deve ser ouvida pelas autoridades e terá direito a acompanhamento psicológico e jurídico, conforme preveem os dispositivos da Lei Maria da Penha.
A administração municipal reforçou que espera a devida responsabilização penal do agressor e reafirmou seu compromisso com políticas públicas de proteção e acolhimento às mulheres.
A repercussão do caso nas redes sociais e a mobilização popular reacendem o debate: quais mecanismos estão falhando e o que pode ser feito, na prática, para evitar que mais mulheres sejam violentadas e silenciadas?





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