O crescimento dos casos de chikungunya na Bahia reforça o alerta também em Itabuna. Entre janeiro e 15 de setembro, o estado registrou 9.990 casos prováveis da doença, alta de 364,9% em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram contabilizadas 2.149 ocorrências.
Os dados são da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab). Duas mortes por chikungunya foram confirmadas no estado, e 201 municípios baianos já notificaram casos.
Em Itabuna, o combate ao Aedes aegypti tem sido intensificado ao longo do ano. Na última semana, a Secretaria Municipal de Saúde realizou bloqueio químico em ruas dos bairros de Fátima, Santa Inês e Nova Califórnia depois do registro de casos suspeitos de arboviroses.
O município também começou 2026 em situação de atenção quanto à infestação do mosquito. O primeiro Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti, divulgado em março, apontou índice geral de 3,6%. Em bairros como Castália, Sarinha Alcântara, Santa Inês e Sinval Palmeira, o indicador chegou a 5%.
A presença do Rio Cachoeira e de córregos que atravessam a cidade também exige atenção quanto ao descarte irregular de materiais capazes de acumular água. Em agosto, a Prefeitura informou ter recolhido cerca de 500 pneus inservíveis em diferentes pontos de Itabuna. Segundo a Coordenação de Endemias, parte desse tipo de material costuma ser descartada inadequadamente em terrenos, calhas de córregos e nas margens do Rio Cachoeira. Quando os pneus acumulam água da chuva, podem se transformar em criadouros do Aedes aegypti.
É importante destacar que o problema não está na água corrente do Rio Cachoeira em si, mas em recipientes, resíduos e pontos de água parada existentes nas margens, imóveis e áreas urbanas próximas.
Enquanto a chikungunya avança na Bahia, os casos prováveis de dengue apresentaram redução de 16,5%. Foram 23.285 registros entre janeiro e 15 de setembro deste ano, contra 27.894 no mesmo período de 2025. Mesmo com a queda, 12 mortes por dengue foram confirmadas no estado.
A zika apresentou variação menor, passando de 252 para 260 casos prováveis no mesmo comparativo, crescimento de 3,2%.
Com a chegada das estações mais quentes, o risco de proliferação do mosquito aumenta. Em Itabuna, a própria Vigilância em Saúde tem reforçado a orientação para que moradores eliminem recipientes que possam acumular água, mantenham caixas-d’água fechadas e façam verificações frequentes em quintais, calhas, vasos, pneus e reservatórios.
A chikungunya costuma provocar febre e dores intensas nas articulações, enquanto a dengue pode causar febre alta, dores musculares, dor atrás dos olhos, náuseas e outros sintomas. Pessoas com sinais compatíveis com arboviroses devem procurar uma unidade de saúde para avaliação.



