Ministro sinaliza possível disputa ao Senado, mas diz que decisão só sairá em 2025
O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), colocou um ponto final nas especulações sobre uma eventual candidatura sua ao governo da Bahia em 2026. Em entrevista concedida na segunda-feira (7) ao programa Roda Viva, da TV Cultura, Rui afirmou categoricamente que não pretende disputar novamente o Palácio de Ondina e que o nome do grupo para a eleição estadual será o atual governador, Jerônimo Rodrigues (PT), que tentará a reeleição.
“Eu não serei candidato a governador. O candidato a governador é Jerônimo Rodrigues. Isso eu posso afirmar hoje”, declarou o ministro durante a entrevista.
Segundo Rui, qualquer decisão sobre uma possível candidatura a outro cargo, como o Senado, será discutida apenas no começo do próximo ano, após diálogo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Decisão sobre Senado fica para o ano que vem
Apesar do tom cauteloso, Rui Costa é frequentemente citado nos bastidores como um dos nomes fortes do grupo político para concorrer a uma vaga no Senado Federal em 2026. O ministro, porém, evitou antecipar qualquer movimento.
“Na posição que eu estou, eu não posso antecipar uma posição minha este ano e não tenho feito isso. Tenho uma função dentro do governo que é organizar as entregas e estou fazendo isso 12, 14, 18 horas por dia”, disse Rui. “Lá no início do ano que vem eu vou dialogar com o presidente para tomar uma posição.”
Rui minimiza previsão de debandada de ministros
Durante a entrevista, Rui Costa também comentou sobre as projeções de que até 20 ministros poderão deixar o governo para disputar cargos eletivos em 2026. Para ele, o número está superestimado.
“Eu acho que a conta está um pouco inflada, acho que não tem isso tudo de candidato, não”, avaliou.
Críticas ao Congresso sobre o IOF
Ainda no Roda Viva, o ministro criticou a decisão do Congresso Nacional de derrubar, via Projeto de Decreto Legislativo (PDL), o decreto presidencial que previa aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Rui alertou que tal postura compromete a capacidade de gestão do Executivo federal.
“Se o governo não conseguir mais editar decreto, não conseguir fazer portaria, acabou o governo. Isso precisa ser discutido”, enfatizou o ministro. Para ele, o debate não se restringe apenas ao imposto, mas envolve a autonomia do Executivo para regulamentar políticas públicas de forma eficaz.
Texto: Mandato Bahia





Os comentários estão fechados, mas trackbacks E pingbacks estão abertos.