O deputado estadual do Rio de Janeiro, Thiago Rangel (Avante), foi preso pela Polícia Federal nesta terça-feira, 5, no âmbito da Operação Unha e Carne, que chegou à sua 4ª fase.
O objetivo, desta vez, é combater fraudes em procedimentos de compra de materiais e de aquisição de serviços, como obras para reformas, no âmbito da Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc).
Ao todo, os agentes cumpriram sete mandados de prisão preventiva e 23 de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Além do crime de organização criminosa, os investigados poderão responder por peculato, fraude à licitação e lavagem de dinheiro.
Início das investigações
A investigação foi iniciada após a análise de mídias apreendidas na 1ª fase da mesma operação, contra o vazamento de informações sigilosas por parte de agentes públicos. Na ocasião, o então deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil) foi preso.
Segundo o g1, conteúdos extraídos do aparelho celular de Bacellar — preso em março deste ano — levaram ao desdobramento da Unha e Carne.
As apurações revelaram direcionamentos das contratações realizadas por escolas estaduais vinculadas à Diretoria Regional Noroeste da Secretaria — de acordo com a PF, esta seria uma zona de influência política de Rangel — para empresas previamente selecionadas e vinculadas ao esquema.




