Acusado de violência contra a mulher, homem aparece em vídeo desferindo socos e chutes na vítima. Mesmo assim, pedido de prisão foi negado pela Justiça
A Justiça da Bahia negou o pedido de prisão preventiva contra o ex-servidor público José Eduardo de Souza Filho, conhecido como “Duda”, flagrado em vídeo agredindo violentamente sua ex-namorada no bairro Urbis IV, em Itabuna, no último dia 21 de julho.
Apesar das imagens chocantes que circularam pelas redes sociais, o Tribunal de Justiça entendeu que não havia requisitos legais para decretar a prisão, e aplicou apenas medidas protetivas de urgência, conforme previsto na Lei Maria da Penha.
O caso ganhou repercussão após a divulgação de imagens de uma câmera de segurança mostrando o momento em que a vítima, já caída no chão, era agredida com socos e chutes. A mulher tentou fugir, mas foi alcançada e impedida pelo agressor. Gritos de socorro foram ouvidos por vizinhos, que intervieram na situação.
Segundo a polícia, o acusado se apresentou espontaneamente à Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM) após o episódio, acompanhado de um advogado.
Durante a investigação, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva de José Eduardo. No entanto, o juiz responsável pelo caso indeferiu o pedido, afirmando que a prisão não era imprescindível naquele momento. O magistrado determinou o cumprimento de medidas protetivas, como a proibição de contato com a vítima.
No mesmo dia em que o caso veio a público, a Prefeitura de Itabuna anunciou o afastamento imediato de José Eduardo, que ocupava o cargo de assistente administrativo na Secretaria Municipal de Saúde. A gestão informou ainda que iniciou procedimento interno para o desligamento definitivo do servidor.
A DEAM segue conduzindo o inquérito policial. José Eduardo é investigado pelos crimes de lesão corporal e ameaça no contexto de violência doméstica. A vítima, cuja identidade não foi revelada, segue sob proteção da Justiça.
O caso gerou indignação popular e mobilização nas redes sociais, com pedidos por justiça e pela prisão do agressor. Organizações de defesa dos direitos da mulher também se manifestaram, cobrando uma resposta mais firme das autoridades diante da violência registrada em vídeo.
Informações verificadas com base nos portais: Verdinho Itabuna, iPolítica, Marechal News e redes sociais oficiais.





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