A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) determinou o encerramento do contrato com o Instituto Setes, responsável pela administração do Hospital Regional Deputado Luís Eduardo Magalhães, em Porto Seguro. A medida foi tomada após avaliações técnicas apontarem problemas assistenciais, operacionais e administrativos na unidade.
Referência em atendimentos de média e alta complexidade no extremo sul da Bahia, o hospital atende casos de urgência e emergência clínica, cirúrgica, obstétrica, ortopédica e oncológica, além de realizar internações e procedimentos ambulatoriais.
Para evitar prejuízos à população durante a mudança de gestão, a Sesab criou comissões de monitoramento e transição, que irão acompanhar o funcionamento da unidade e garantir a continuidade dos atendimentos até a chegada da nova administradora. A expectativa é que uma nova entidade assuma a gestão ainda neste mês de junho.
A comissão será coordenada pela administradora hospitalar Lívia Oliveira, que possui experiência na gestão pública de saúde e já atuou nas secretarias municipais de Eunápolis, Porto Seguro, Ruy Barbosa e Andaraí.
Nos últimos meses, o hospital vinha sendo alvo de denúncias feitas pelo corpo clínico da unidade. Entre os problemas relatados estão a falta de funcionamento do aparelho de tomografia há mais de seis meses, escassez de medicamentos, materiais hospitalares e insumos utilizados em cirurgias.
Os médicos também apontaram dificuldades relacionadas ao enxoval hospitalar, com falta frequente de lençóis, roupas privativas e cobertores. Outra preocupação envolve a qualidade da água utilizada no hospital, após relatos de identificação de microrganismos nocivos pela Vigilância Sanitária.
Ainda segundo os profissionais, cirurgias oncológicas estariam sendo realizadas sem planejamento adequado entre setores como enfermarias e UTI, gerando preocupação com o acompanhamento pós-operatório dos pacientes.
Além das questões estruturais e assistenciais, o corpo clínico denunciou atrasos recorrentes no pagamento dos honorários médicos, com repasses acontecendo, em alguns casos, até 60 dias após os serviços prestados.
A Sesab afirmou que a mudança reforça o compromisso do Governo do Estado com a qualidade da assistência e a segurança dos pacientes atendidos na unidade hospitalar.




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