A Seleção Brasileira está nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Em um jogo de altos e baixos, o Brasil venceu o Japão por 2 a 1, de virada, nesta segunda-feira (29), e confirmou a vaga entre os 16 melhores da competição após uma atuação marcada por dificuldades defensivas no primeiro tempo e reação consistente na etapa final.
O início da partida foi equilibrado, mas o Japão demonstrou organização tática, intensidade na marcação e velocidade nas transições ofensivas. Explorando erros na saída de bola brasileira, os japoneses abriram o placar aos 29 minutos, com Kaishu Sano, levando vantagem para o intervalo.
O gol expôs as dificuldades do Brasil em construir jogadas diante da forte pressão adversária. A equipe encontrou pouco espaço entre as linhas japonesas e teve dificuldades para transformar a posse de bola em oportunidades claras de gol.
Na volta do intervalo, a postura brasileira mudou. Com ajustes promovidos pelo técnico Carlo Ancelotti, a Seleção passou a ocupar mais o campo ofensivo, aumentou a intensidade da marcação e passou a pressionar o adversário.
A melhora foi premiada aos 11 minutos do segundo tempo, quando Casemiro apareceu na área para marcar de cabeça e deixar tudo igual. O empate deu confiança ao Brasil, que manteve o controle da partida e passou a criar mais oportunidades, enquanto o Japão buscava explorar os contra-ataques.
Quando o empate parecia encaminhar a decisão para a prorrogação, Gabriel Martinelli apareceu nos acréscimos para marcar o gol da vitória brasileira, aos 50 minutos do segundo tempo, garantindo a classificação.
Apesar da vitória, a partida deixou algumas lições para a equipe brasileira. O sistema defensivo voltou a apresentar momentos de desorganização diante da velocidade japonesa, enquanto o setor ofensivo mostrou capacidade de reação e maior eficiência após as mudanças realizadas durante o jogo.
Agora, o Brasil aguarda a definição do confronto entre Noruega e Costa do Marfim para conhecer o adversário das oitavas de final. A seleção vencedora enfrentará os brasileiros no próximo domingo (5).
Os dois possíveis cenários apresentam características distintas. Caso a Noruega avance, o Brasil poderá encontrar uma equipe de forte imposição física, organizada defensivamente e que costuma explorar bolas aéreas e transições rápidas. Se a classificada for a Costa do Marfim, a tendência é de um confronto marcado por maior velocidade, intensidade e força individual dos atacantes africanos.
Independentemente do adversário, a atuação diante do Japão mostrou que a Seleção tem poder de reação, mas também evidenciou aspectos que precisarão ser ajustados para a sequência do mata-mata, fase em que qualquer erro pode significar a eliminação.

