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Ita Pedro 2026

Operação Mute faz varredura no Conjunto Penal de Itabuna contra comunicação de facções

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Ação busca localizar celulares e outros materiais ilícitos usados por integrantes de organizações criminosas; operação também alcançou unidades de Eunápolis e Teixeira de Freitas

O Conjunto Penal de Itabuna foi uma das unidades prisionais do sul e extremo sul da Bahia incluídas em mais uma fase da Operação Mute, ação voltada ao combate à comunicação ilícita entre pessoas privadas de liberdade e integrantes de organizações criminosas fora dos presídios. As atividades começaram na terça-feira (18) e seguiram até esta quinta-feira (20). 

Além de Itabuna, foram realizadas ações nos conjuntos penais de Eunápolis e Teixeira de Freitas. Ao todo, 39 policiais penais participaram da operação, entre agentes das próprias unidades e integrantes de equipes especializadas. 

Durante as intervenções, foram realizadas revistas em celas, buscas por aparelhos celulares e outros equipamentos eletrônicos, além de ações de inteligência. Também foram procurados outros materiais cuja permanência não é autorizada dentro das unidades. 

O principal objetivo da Operação Mute é interromper canais clandestinos de comunicação que possam ser utilizados para manter o contato entre integrantes de organizações criminosas dentro e fora do sistema prisional. Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap), a retirada de celulares é considerada estratégica para enfraquecer a atuação dessas organizações. 

A operação contou com atuação da Coordenação de Monitoramento e Avaliação do Sistema Prisional (CMASP), responsável por atividades de inteligência, e do Grupamento Especializado em Operações Prisionais (GEOP). Informações sobre a ação também apontam a participação do Grupo Especializado em Revista Prisional (GERP) e da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO). 

A Mute foi idealizada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, e tradicionalmente é executada de forma articulada com as administrações penitenciárias estaduais. Em outras fases, a operação ocorreu simultaneamente em diferentes estados do país. A etapa realizada nesta semana, no entanto, concentrou as ações na Bahia. 

A estratégia utiliza inteligência, revistas especializadas e outros mecanismos de fiscalização para impedir que aparelhos eletrônicos sejam utilizados na articulação de crimes a partir das unidades prisionais. 

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