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Ita Pedro 2026

Empresária que morava nos EUA morre após cirurgia plástica em Ilhéus; médico aponta suspeita de hipertermia maligna

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Família registrou ocorrência e defesa do cirurgião afirma que alteração clínica ocorreu após o procedimento

A empresária Adriele da Silva Pinto, de 31 anos, morreu após ser submetida a procedimentos estéticos em um hospital particular de Ilhéus, no sul da Bahia. Moradora dos Estados Unidos, ela havia viajado ao Brasil para realizar as intervenções cirúrgicas. As circunstâncias da morte são alvo de questionamentos da família e deverão ser apuradas.

Segundo familiares, Adriele seria submetida a quatro procedimentos estéticos, entre eles mastopexia com prótese e lipoescultura. O responsável pela cirurgia foi o médico Rossini Tebaldi Ruback.

De acordo com o advogado da família, a empresária entrou no centro cirúrgico na segunda-feira (25), e os familiares esperavam receber informações sobre a conclusão do procedimento ainda naquela noite. Após cobrarem notícias sobre o estado de saúde de Adriele, foram posteriormente comunicados sobre a morte.

Diante das circunstâncias, a família registrou um boletim de ocorrência e busca esclarecimentos sobre o que aconteceu durante o atendimento.

Nesta quarta-feira (26), a assessoria jurídica de Rossini Tebaldi Ruback divulgou uma nota pública apresentando a versão do médico sobre o caso. O documento começa manifestando solidariedade aos familiares e amigos de Adriele e afirma que os profissionais envolvidos teriam adotado esforços para preservar a vida da paciente. 

Defesa aponta quadro compatível com hipertermia maligna

Segundo a nota, o procedimento foi realizado em unidade hospitalar licenciada, em centro cirúrgico habilitado e com acompanhamento de uma médica anestesiologista durante todo o ato. A defesa também informa que Rossini possui inscrição no Conselho Regional de Medicina e Registro de Qualificação de Especialista. 

A assessoria jurídica sustenta que a cirurgia transcorreu sem intercorrências. Conforme a versão apresentada, já na fase final, depois de concluído o procedimento, Adriele apresentou uma alteração grave e repentina no quadro clínico.

Ainda segundo a nota, os sinais foram identificados pela equipe de anestesiologia como compatíveis com hipertermia maligna, condição que pode estar relacionada à suscetibilidade individual a determinados agentes utilizados durante a anestesia. A defesa afirma também que a reação seria imprevisível e não detectável pelos exames pré-operatórios de rotina. 

A assessoria relata que, após a identificação do quadro, foram adotadas medidas de emergência, com administração de medicação específica e realização de manobras para tentar estabilizar a paciente. Um cardiologista também teria participado das tentativas de socorro. Apesar das medidas, Adriele não respondeu ao tratamento e morreu. 

A manifestação da defesa apresenta o quadro compatível com hipertermia maligna como explicação clínica registrada em prontuário. A informação, entretanto, não deve ser confundida com a definição oficial da causa da morte, que dependerá dos documentos e das apurações competentes.

Defesa nega que médico tenha deixado hospital

Outro ponto abordado pela assessoria jurídica diz respeito às informações que circularam após a morte sobre uma suposta saída do médico da unidade hospitalar.

A defesa afirma que, depois do atendimento, houve um episódio de violência e depredação no hospital e que, diante da situação, Rossini e outros integrantes da equipe foram orientados pelo setor de segurança a permanecer em um local protegido até a chegada da polícia.

Segundo a nota, o médico permaneceu na unidade até a chegada da Polícia Militar. A assessoria nega que tenha ocorrido abandono do atendimento, evasão ou tentativa de evitar responsabilidades. 

O documento informa ainda que Rossini permanece à disposição da família, das autoridades responsáveis pela apuração e dos órgãos de classe para prestar esclarecimentos. A assessoria informou que outros detalhes clínicos não serão divulgados publicamente em razão do sigilo médico. 

O caso deverá ser esclarecido a partir da análise dos registros médicos e das demais diligências realizadas pelas autoridades. Até que haja uma conclusão oficial, as circunstâncias e a causa da morte de Adriele permanecem sob apuração.

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