Ita Pedro 2026
Banner Morena FM

MPBA denuncia 13 suspeitos de integrar organização criminosa com atuação no extremo sul da Bahia

20

Investigação aponta controle territorial, tráfico de drogas por delivery, lavagem de dinheiro e uso de “tribunal do crime” em Porto Seguro e região

O Ministério Público da Bahia (MPBA) denunciou 13 pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa classificada como ultraviolenta e com atuação em Trancoso, Arraial d’Ajuda, Porto Seguro e localidades próximas. A denúncia foi apresentada nesta segunda-feira (14) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais, por meio do Gaeco Sul.

A acusação é resultado da Operação Costa Limpa e atribui aos denunciados, de acordo com a participação apontada para cada um, crimes como organização criminosa ultraviolenta, tráfico de drogas, lavagem de capitais e favorecimento ao domínio social estruturado.

As investigações, conduzidas pelo Gaeco Sul e pela 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (23ª Coorpin), apontam que o grupo teria uma estrutura dividida entre núcleos de comando, operacional, financeiro e de apoio.

Segundo o MPBA, a suposta organização seria liderada por José Venâncio Farias dos Santos, conhecido como “Cadu” ou “Du Love”. O grupo teria estabelecido uma rede de distribuição de drogas por delivery, além de mecanismos para arrecadação e movimentação de dinheiro e uma estrutura destinada ao armazenamento de entorpecentes e circulação de armas.

“Tribunal do crime” e controle territorial

A denúncia aponta que a organização exercia controle territorial por meio de intimidação e de um aparato armado. Também teria sido implantado o chamado “tribunal do crime”, utilizado para impor regras e punições internas.

As apurações identificaram ainda negociações para aquisição de armas, inclusive fuzis e outros armamentos de alto poder ofensivo. Conforme o Ministério Público, a violência seria parte da própria dinâmica de funcionamento do grupo, com intimidação de rivais e aplicação de punições.

Entre as provas citadas pelo MPBA estão relatórios de inteligência, análises financeiras, movimentações bancárias, dados extraídos de celulares e registros relacionados ao tráfico de drogas e à negociação de armas.

Divisão de tarefas

Além do homem apontado como líder, o MPBA identificou cinco denunciados no núcleo operacional, que teriam funções relacionadas à distribuição e entrega de drogas, arrecadação de valores, logística e transporte de armamentos.

Outras cinco pessoas foram incluídas no núcleo financeiro, suspeitas de atuar na arrecadação, movimentação e ocultação de recursos provenientes do tráfico. Duas mulheres são apontadas como integrantes do núcleo de apoio, com atuação na distribuição e armazenamento de drogas e na manutenção da estrutura logística.

Com a apresentação da denúncia, caberá agora à Justiça analisar a acusação. Os 13 citados são denunciados e as responsabilidades individuais ainda serão submetidas ao processo judicial.

Os comentários estão fechados, mas trackbacks E pingbacks estão abertos.