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Ita Pedro 2026

Lula vira resultado das urnas, é reeleito presidente e destaca papel de Janones na mobilização digital

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Presidente conquistou o quarto mandato após terminar o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro; campanha ganhou força nas redes sociais com o “Exército do Lula”, criado pelo deputado André Janones

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente da República neste domingo (25), após superar Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições de 2026. A vitória marcou uma virada inédita na história das disputas presidenciais brasileiras e foi acompanhada por uma mobilização nas redes sociais que ganhou força nas últimas semanas da campanha.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula recebeu 64.256.232 votos, o equivalente a 51,79% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro terminou com 59.826.041 votos, ou 48,21%. A diferença foi de aproximadamente 4,4 milhões de votos.

O resultado representa uma mudança em relação ao primeiro turno, realizado em 4 de outubro, quando Flávio havia conquistado 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Foi a primeira vez, desde a adoção do sistema de dois turnos para presidente, que um candidato conseguiu reverter uma desvantagem do primeiro turno e vencer a eleição.

Estratégia nas redes sociais ganhou força no segundo turno

Um dos destaques da reta final foi a atuação do deputado federal André Janones (Rede-MG), responsável pela criação do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, que ultrapassou 10 milhões de seguidores durante a campanha.

A iniciativa buscou ampliar a participação dos apoiadores na divulgação de conteúdos favoráveis ao presidente, incentivando o compartilhamento de vídeos, publicações e mensagens em diferentes plataformas digitais.

Janones também organizou transmissões ao vivo e mobilizações virtuais, estabelecendo uma comunicação direta com a militância. A estratégia contribuiu para ampliar a circulação das mensagens da candidatura e passou a ser considerada uma das principais ferramentas digitais utilizadas pelos aliados de Lula no segundo turno.

A campanha também modificou sua comunicação, apostando em vídeos mais espontâneos, gravações em formato de selfie e mensagens direcionadas aos eleitores pelas redes sociais.

A movimentação ganhou destaque após o resultado do primeiro turno, quando a equipe do presidente intensificou sua presença digital e a mobilização de apoiadores em diferentes regiões do país.

Lula agradece a Janones durante discurso da vitória

A importância atribuída à mobilização digital foi reconhecida pelo próprio presidente reeleito. Durante o primeiro discurso após a confirmação do resultado, Lula agradeceu publicamente a André Janones, a quem chamou de “nosso general”.

O presidente destacou o trabalho do parlamentar para manter os apoiadores mobilizados ao longo da campanha e afirmou que pretende ampliar a comunicação direta com a população durante o próximo mandato.

Além da estratégia nas redes sociais, a reta final foi marcada por manifestações de rua, encontros com eleitores e participação dos candidatos em debates televisionados.

Para integrantes da campanha petista, a combinação entre mobilização presencial e comunicação digital ajudou a fortalecer a candidatura no segundo turno. Embora a dimensão alcançada pelo canal de Janones seja expressiva, não é possível determinar isoladamente quantos votos foram conquistados por meio dessa estratégia.

A atuação digital também esteve no centro de discussões na Justiça Eleitoral, após questionamentos sobre publicações e formas de mobilização utilizadas durante a campanha.

Lula amplia votação em Itabuna

Em Itabuna, no sul da Bahia, Lula também venceu a disputa presidencial. O candidato do PT recebeu 64.786 votos, correspondentes a 56,34% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro obteve 50.210 votos, ou 43,66%.

Com a reeleição, Lula conquistou seu quarto mandato como presidente da República. A posse está marcada para 5 de janeiro de 2027.

O resultado encerra uma das disputas presidenciais mais acirradas dos últimos anos e evidencia a crescente participação das plataformas digitais na organização das campanhas eleitorais, na circulação de mensagens políticas e na mobilização dos eleitores.

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