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Falta de ônibus, queda de energia e fortes chuvas dificultaram votação em diferentes regiões do Brasil

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Problemas no transporte público foram identificados em oito estados; Justiça prorrogou horário de votação, mas eleitores relataram dificuldades para exercer o direito ao voto

O segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25), foi marcado por dificuldades enfrentadas por eleitores em diferentes regiões do país. A falta de ônibus, as fortes chuvas e as interrupções no fornecimento de energia elétrica prejudicaram o deslocamento até os locais de votação e exigiram medidas emergenciais das autoridades.

Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, foram identificadas falhas na oferta de transporte coletivo em oito estados: Bahia, São Paulo, Piauí, Sergipe, Pará, Alagoas, Rio de Janeiro e Paraíba.

Em algumas cidades, eleitores enfrentaram longas esperas nos pontos de ônibus e dificuldades para utilizar o transporte gratuito disponibilizado no dia da eleição.

As ocorrências levaram partidos e representantes políticos a recorrer à Justiça Eleitoral, solicitando a regularização do serviço e medidas para garantir o acesso às urnas.

Salvador registrou problemas no transporte público

Na Bahia, as dificuldades foram registradas principalmente em Salvador, onde passageiros relataram demora na circulação dos ônibus e veículos que não paravam nos pontos.

Durante fiscalizações realizadas no domingo, órgãos do governo estadual identificaram coletivos parados em garagens, mesmo diante da necessidade de ampliar o atendimento aos eleitores.

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou o restabelecimento imediato da frota integral da capital, com frequência equivalente à dos dias úteis e manutenção da gratuidade.

A Justiça também determinou a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, por suspeita de descumprimento da decisão judicial. Na ocasião, ele estava no exterior, e não havia confirmação de que a ordem tivesse sido cumprida.

A Prefeitura de Salvador atribuiu os atrasos a problemas operacionais e a ocorrências nas garagens, afirmando que adotou providências para normalizar o transporte.

Em São Paulo, eleitores também relataram demora nos pontos de ônibus. A administração municipal informou que enfrentou dificuldades para reorganizar a operação após determinação judicial para ampliar a frota.

Situações semelhantes foram relatadas em municípios de Sergipe, Alagoas e outras regiões do país.

Chuvas e falta de energia afetaram locais de votação

Além dos problemas no transporte, as condições climáticas provocaram transtornos durante a votação.

Em Minas Gerais, temporais deixaram 163 locais de votação sem fornecimento de energia elétrica, segundo a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). Desse total, 65 estavam na região metropolitana de Belo Horizonte.

Apesar das interrupções, as urnas eletrônicas possuem baterias internas que permitem seu funcionamento temporário sem ligação à rede elétrica.

No Paraná, o acúmulo de água levou à interdição de trechos das rodovias BR-153 e BR-476, dificultando o deslocamento em áreas afetadas pelas chuvas.

Já no estado de São Paulo, os alagamentos obrigaram a Justiça Eleitoral a realizar mudanças emergenciais. Em Itapevi, 446 eleitores tiveram o local de votação transferido para outra escola. Em Americana, foi necessário alterar o acesso a uma unidade utilizada para votação.

Justiça prorrogou votação, mas houve relatos de seções fechadas

Diante das dificuldades de transporte, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prorrogação do horário de votação até as 19h, duas horas além do encerramento inicialmente previsto.

A medida, entretanto, provocou dúvidas entre eleitores e mesários porque foi anunciada quando diversas seções já haviam encerrado os procedimentos de votação.

Posteriormente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) esclareceu que a prorrogação seria aplicada apenas aos locais onde a votação ainda não havia sido encerrada às 17h.

Mesmo após a decisão, eleitores de cidades como Salvador, Campinas e Teresina relataram ter encontrado seções fechadas e não conseguido registrar o voto.

A Organização dos Estados Americanos (OEA), que acompanhou o processo eleitoral brasileiro, informou que estava monitorando as denúncias de problemas no transporte público.

As ocorrências levantaram questionamentos sobre as condições oferecidas para o exercício do voto e a necessidade de apuração das responsabilidades.

Embora a votação tenha sido concluída e os resultados proclamados, permanecem as discussões sobre o impacto dos problemas de mobilidade e infraestrutura no acesso dos eleitores às urnas.

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