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Ita Pedro 2026

Suspeito de integrar esquema de fraudes bancárias de R$ 3 milhões é preso em Itabuna

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Operação Nêmesis investiga transações irregulares com dados de cerca de 400 cartões de crédito; mandados também foram cumpridos em Salvador e Brasília

Um homem de 37 anos foi preso nesta quinta-feira (29), em Itabuna, no sul da Bahia, durante uma operação contra um grupo suspeito de aplicar golpes bancários que provocaram prejuízo estimado em R$ 3 milhões. A ação, denominada Operação Nêmesis, foi coordenada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), com apoio da Polícia Civil da Bahia.

A prisão ocorreu em cumprimento a um mandado de prisão temporária. Os policiais também realizaram duas buscas em endereços localizados nos bairros Mangabinha e Centro. Em Salvador, outros dois suspeitos foram presos durante a operação.

Segundo as investigações, o grupo teria realizado transações eletrônicas sem autorização utilizando dados de aproximadamente 400 cartões de crédito de clientes de uma instituição financeira cooperativa. As irregularidades teriam ocorrido entre janeiro e julho de 2025.

Funcionária teria facilitado acesso aos dados bancários

De acordo com a Polícia Civil, o esquema contava com a participação de uma então funcionária da instituição financeira, que teria utilizado o acesso aos sistemas internos para obter códigos de autenticação de compras.

Essas informações seriam repassadas a outros integrantes do grupo, responsáveis por realizar as transações fraudulentas.

Os valores obtidos, segundo os investigadores, eram movimentados por estabelecimentos comerciais e diferentes contas bancárias para dificultar o rastreamento do dinheiro. Parte dos recursos também teria sido convertida em criptomoedas.

Operação ocorreu em três cidades

Ao todo, a Operação Nêmesis cumpriu oito mandados de prisão temporária e nove de busca e apreensão, expedidos pela Justiça do Distrito Federal. As diligências ocorreram simultaneamente em Brasília, Salvador e Itabuna, com a participação de mais de 60 policiais civis.

A Justiça também determinou o bloqueio de ativos financeiros, o sequestro de veículos dos investigados até o limite do prejuízo apurado e a suspensão das atividades de empresas suspeitas de participação no esquema.

Os investigados poderão responder pelos crimes de furto mediante fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Em Itabuna, a operação contou com a participação de equipes da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) e do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC).

Os presos permanecem à disposição da Justiça. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer a participação de cada suspeito nas fraudes.

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